sábado, 28 de julho de 2012

GÁS ECOLÓGICO MARCA PRESENÇA NO SERTÃO NORDESTINO



Obter gás a partir do esterco bovino. Esta é a ideia que o Projeto Dom Helder Câmara apresenta aos agricultores do Sertão nordestino. A iniciativa tem como objetivos promover a sustentabilidade e dar uma alternativa energética para a população do semiárido. Tudo se dá através da construção de biodigestores, equipamentos que produzem biogás por meio da fermentação anaeróbica (sem a presença do oxigênio) do esterco bovino. O gás gerado é utilizado nas cozinhas dos moradores atendidos pela ação.

Para produzir o gás, o sertanejo necessita de apenas uma matéria-prima, o esterco bovino. A conta não é precisa, mas os sertanejos estimam que cerca de 35 quilos de esterco seja o necessário para que o biodigestor produza gás suficiente para atender a uma família de sete pessoas, em média. À título de curiosidade, uma vaca produz aproximadamente seis quilos de esterco a cada 12 horas.



Em posse do material orgânico, o agricultor elabora uma mistura com água e deposita no biodigestor, que faz todo o resto do trabalho. O produto, que é o gás, vai direto para o fogão dos agricultores através de um encanamento instalado durante o processo de construção do equipamento. O projeto do biodigestor acaba  evitando que o sertanejo queime a lenha e emita dióxido de carbono para a atmosfera. Além disso, a ação retira do ambiente o gás metano, produto oriundo da decomposição do esterco na natureza.

A construção do biodigestor ocorre em parceria com as famílias. É uma espécie de contrapartida. O Dom Helder leva o biodigestor para as famílias que auxiliam na construção. Após a conclusão do equipamento, todo o conhecimento que envolve o biodigestor é repassado para os agricultores. "Nós não ficamos lá no Sertão depois que finalizamos o processo. Como as famílias nos ajudam na construção do equipamento, elas acabam assimilando todo o conhecimento do material. Eles mesmos que manejam e fazem a manutenção", diz Espedito Rufino, diretor do Projeto Dom Helder.

Segundo dados do Dom Helder, o projeto do biodigestor atende cerca de 15 mil famílias em seis estados do Nordeste: Ceará, Paraíba,  Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Em Pernambuco, a ação atinge o Sertão do Araripe e do Pajeú.
Os números não são exatos, mas o assistente da coordenação de produção e comercialização do projeto do biodigestor, Ricardo Blackburn, especula que praticamente todas as famílias beneficiadas com a iniciativa já deixaram de comprar o gás de cozinha tradicional. "Temos um balanço positivo muito grande. Além de tirar a pressão de carbono da caatinga, nós também ajudamos as famílias economicamente. O dinheiro que as famílias compravam o gás acaba indo para outros setores".
OUTROS BENEFÍCIOS - O biodigestor não só ajuda na preservação do meio ambiente como também traz outros benefícios. Os resíduos da produção do biogás, por exemplo, podem ser utilizados na adubação de plantas na agricultura. "O processo de produção do gás gera dois tipos de resíduos, um líquido e um sólido. O bom é que podemos utilizar ambos na adubação de plantas. Não existe nenhum problema para a saúde do consumidor. Acaba que no final tudo é aproveitado", explica Ricardo Blackburn.
MAIS INICIATIVAS - A produção do biogás não é a única iniciativa do Projeto Dom Helder Camara no Sertão do Nordeste. Há também outras ações voltadas para a população sertaneja. Os projetos são os mais variados. Eles vão desde o incentivo à construção de cisternas para o armazenamento de água até a criação de um comércio justo nas proximidades da cidades assistidas. "Nossa ideia é provar que pobreza não é um limitador para ninguém. Queremos sair daqui e deixar a população em um estágio melhor do que o que encontramos", finalizou Espedito.

 Postado por: Joselito

28 DE JULHO, DIA DO AGRICULTOR


“A nossa agricultura é conhecida no mundo todo pela produção tecnificada e seus sucessivos recordes. É com conhecimento que ajudaremos outros países na produção de alimentos.”

Prover alimentos. Em algum momento, em nossa evolução, o homem descobriu que podia tirar da terra o alimento. O domínio das primeiras culturas, o desenvolvimento das primeiras ferramentas, primeiras técnicas de manejo, e após todas as revoluções na agricultura, a tecnologia continua sendo a melhor aliada da produção agrícola mundial. Cenário em que nosso País tem posição de destaque.

O Brasil possui uma das mais prósperas produções agropecuárias do planeta. Isso nos posiciona entre os mais competitivos do mundo, com capacidade de atender ao aumento da demanda por alimentos.

A crescente incorporação de novas tecnologias pelos produtores permite projetar que a produção agrícola brasileira pode evoluir sem afetar áreas de preservação ambiental e florestas. A principal preocupação na atualidade é como produzir mais, na mesma área física.

Sempre aliando novas formas de produção à ciência e à tecnologia, os agricultores brasileiros além de alimentar nossa população, produzem excedente que são exportados para mais de 180 países. O trabalho destes homens da terra representa em torno de 70,5% do PIB do agronegócio nacional, de um total de quase R$370 bilhões somando agricultura e pecuária. 
 postado por: Joselito

sexta-feira, 27 de julho de 2012

CEFAS E PASTORAL DOS ASSENTAMENTOS REALIZAM REUNIÕES COM ASSENTADOS(AS) NA MICRORREGIÃO DE OEIRAS



No período de 10 a 18 de julho de 2012, o CEFAS e a Pastoral dos Assentamentos realizaram reuniões em nove assentamentos da Microrregião de Oeiras, com o objetivo de repassar informações aos(às) assentados(as) sobre as Linhas de Crédito disponibilizadas pelo Banco do Nordeste para o agricultor(a) familiar e sobre o Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB.
Entre as Linhas de Crédito disponibilizadas no momento, o CEFAS destacou o PRONAF-Estiagem, que é voltado especialmente para o momento de seca e que dá possibilidade ao(à) agricultor(a) de acessar um valor de até R$ 12.000,00 para projetos produtivos, com taxa efetiva de 1% a.a, 10 anos para pagar, 3 anos de carência e desconto de 40 % nas parcelas em dias.


 
Com a divulgação do PAA – Programa de Aquisição de Alimentos, o CEFAS e a Pastoral dos Assentamentos procuram estimular os(as) assentados(as) a produzir mais e melhor, tendo o incentivo da garantia da compra dos produtos pela Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB.
As reuniões acontecerem nos Assentamentos Tapera, Pinga, Tamboril, Palheta, Capim Grosso, Agrovila, Vila Zé Paulino, Jacús e Baixas; e de acordo com o número de participantes, a iniciativa atingiu uma média de 180 assentados(as) no total.




Texto: Cristina Machado 
Postado por: Joselito